quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O peso da idade

O peso da idade

Esta minha perambulação cansada 
Distende-se a cada dia, a cada ano 
Retraindo o passo e a caminhada 
Pelo peso da idade, no ser humano 

A vitalidade dobrasse ao desalento 
Encurta-se o vigor, cresce o dano 
Na busca do nada, já sonolento, 
Surge neblina, esperança, ledo engano! 

No meio do caminho, desfalece 
Toda perspectiva que ainda tinha 
De viver uma velhice que enaltece 

Com dignidade, e respeito humano, 
Quando se encurta a vida, e ela caminha, 
A largos passos para outro plano ! 

São Paulo, 24/09/2015 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia 

Direitos autorais registrados 
Mantenha a autoria do poema

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