quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Primavera – II

A Primavera – II



Vede como é bela a primavera florida
Árvores frutíferas, campos verdejantes
Vede como é belo, o primeiro amor da vida
Estampa-se a alegria, nos rostos radiantes

A primavera, vestiu sua túnica florescida
Para cobrir de graça a alegria esplendorosa
O nascer e o pôr do sol, a manhã garrida
Tornando a vida neste mundo cor de rosa

Houve-se o murmúrio das águas no riacho
Num arroubo prazeroso tudo em festa
Encanto, ostentação, luz e claridade

Na quietude mansa do prado e da floresta
As aves buscam acasalar com seus machos
Florescem as rosas, tudo é fertilidade !

Porangaba, 21/09/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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terça-feira, 19 de setembro de 2017

A Corrupção

A Corrupção


Corrupção é despotismo brutal,
À mercê dos grilhões da Liberdade
Que traz no seu influxo deslealdade
Ao pendão e à glória nacional .

Oculta o amor pátrio, torce a verdade
Dela, não raia a prima exatidão
À ética, à salutar administração
Normas constitutivas da lealdade.

O que disfarça, dissimula e finge                 
É a ignomínia, a grande desonra
Daquele a quem o mau poder atinge,

É um monstro fabuloso, uma esfinge,
Uma criatura desprovida de honra,
É um falsário, que mal a lei o atinge !


São Paulo, 19/09/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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domingo, 3 de setembro de 2017

Cetíneas bocas

Cetíneas bocas


Inocentes sonhos, lindas fantasias
Lampejos esculpidos em devaneios
Quimeras  utópicas, mil alegrias
Delírios incontidos, mil anseios

Cetíneas bocas, por momentos minhas
Onde andais caladas; nem dais sinais
Fazeis verão, igual às andorinhas...
Só que elas voltam. Mas vós, não voltais

Os quentes beijos jamais poderei esquecer
Hei-de morrer sonhando feliz, contente
Ao sentir vosso calor se desprender

Nesta saudade viva, permanente
Onde outrora no seu enrubescer
Juravam amar-me eternamente !

São Paulo, 03-09-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Carinhosa Mãe

Carinhosa Mãe


Carinhosamente me embalaste
Em teu colo, mãezinha querida
Fui cruel e tu nunca te enfadaste
Sempre presente em toda minha vida

Eras dócil na meiguice e ternura
Jóia rara de matéria preciosa
Tu, foste no mundo, a nova aurora,
Criatura piedosa e corajosa.

Do modo mais natural teu caminho,
P’la vida passageira e apressada,
Nunca deixaste de me dar carinho.

Mesmo nas horas de ressentimento,
A ti devo a vigia das madrugadas
Quando moço, buscava divertimento

São Paulo, 03-09-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

No deserto das idéias

No deserto das idéias


No deserto das idéias, trago exausta
A minha efêmera coerência de vida,
No nervosismo duma ironia infausta
Na languidez de meu rosto estendida.

Na *abstrusa confusão de sentimentos
Julgo ouvir toda a mágoa do mundo,
São pueris, porém meus conhecimentos
Para aquilatar um brilho tão profundo.

Alucinações que pululam em minha mente
Que tateando nas trevas se encompridam
Qual o rastejar da cauda duma serpente

No deserto d’idéias, de **anômala visão
No sentido da vista, sem que transgridam
Deste mundo o real, e sua concepção !
                                                                *complexa´
                                                                                                                         **anormal
São Paulo, 15/08/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sábado, 12 de agosto de 2017

SER PAI

SER PAI


É uma solene missão
Árdua, tarefa dura
Que Deus dá à criatura
Num rosário de paixão

É uma fonte de esperança
Que consola o coração
Como se fora uma benção
Uma bem-aventurança

É a argila que se molda
Nem sempre a nosso prazer.
Pois querer. Não é puder,
Nem sempre o barro se amolda !

Ser pai é fé que sublima
Altar de luz e tormenta
É paixão que impacienta
É um sonho que arrima.

É esperança que consola
É um sol que irradia
A estrada áspera e fria
E faz do ninho uma escola.

Não vê maldade em quem ama
Tem amor sempre de sobra...
Pelo filho se desdobra
Se preciso, pisa a lama.

É um clarão de alegria...
A nova estrada do mundo
É o amor mais profundo
Estrela... que o filho guia.


São Paulo, 06/08/2004 
(data da criação)
Armando A. C. Garcia



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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Sofrido coração !

Sofrido coração !


Em meu peito há um coração que pulsa
E sonha por teu amor, a vida inteira,
Sem sentir que há em ti uma repulsa
Acaba-se perdendo na estribeira...

Pena essa aflição que o domina
Martírio involuntário do querer,
O pobre coração não descortina
Que em ti, ele, somente vai sofrer.

Meu olhar, vê um futuro vazio
E nesse plangor de lamentação
Em meu peito... sofrido silêncio.

Na paixão que por ti a vida inteira
Sentiu este pobre, sofrido coração. 
Amar-te assim, creio que foi asneira !

São Paulo 11/08/2017 (data da criação)        
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Desilusões de amor,

Desilusões de amor,


Desilusões de amor, enfados da vida
Numa existência cansada, vencida
Num senso ignoto, humilde, obscuro
De quem não crê na realidade do futuro

No meu peito, há um coração que sofre
As agruras ingênitas duma estrofe,
E nessa amargura padecente aprimora
Os ensinamentos e preceitos doutrora.

Desilusões de amor... quem as não teve ?
É um fardo bem pesado, sendo leve,
O peito implora a volta à imensidão.

Será que nas preces, ouves meu lamento
Ou o confundes com o soprar do vento,
Num momento místico da oração !

São Paulo, 25/07/ 2017 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia

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domingo, 9 de julho de 2017

No pungir dos desejos

No pungir dos desejos


A dor moral no pungir dos desejos
Feriu de morte o pobre coração
Castigo, de ciúmes malfazejos
Quando o amor não passa duma feição.

No desespero inútil desta tortura,
Aguarda nesta vil expectativa,
Voltar a vê-la, talvez seja loucura
Mas sem ela, perde o sentido a vida

No instante de sonhar o pensamento
Vê a todo momento, sua imagem
O  que só aumenta seu sentimento,

Que não olvidou a frágil figura
Sem ver que nesta vida a coragem
Não é, de uma ingênua aventura !

São Paulo, 09-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Impercebida,

Impercebida,


Impercebida, guardo tua lembrança,
E nesta vaga chama a passo lerdo,
Vivo meu triste luto na confiança  
Que da indulgente complacência herdo.

São saudades inconsequentes minhas
Estas lembranças, reminiscentes
São chama que não se apaga sozinha
Pelos atributos inconsequentes

Sofro nesta ilação impercebida,
A inferência imediata de te ver
Pois, o que eu padeço nesta vida

É uma reminiscência percebida,
Que de impercebida queria abster
A lembrança para sempre querida !

São Paulo, 09-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Aquele silêncio

Aquele silêncio


Aquele silêncio que em sombras arde
Queima seu peito numa tristeza só
Como se envolto em virtual alarde
Percorrendo os caminhos de Jericó.

No engenho e arte, deste silêncio
Profunda angustia de si se apodera
Mas num incógnito senso, tem calafrio
Ao saber-se fora da atmosfera !

Onde viveu neste exílio, fora d’casa
Na paz sublime que ora, estertora
Qual estrela cadente lúgubre, sem asa,

Circundando o espaço, de sombra inunda
O firmamento, e só a sublime aurora
Pode tirar a terra da escuridão profunda !

São Paulo, 07-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Procura imanente

Procura imanente


Com a alma alhures, eu te procuro
Não estás onde busco, ou outra parte
É procurar agulha no escuro,
Ou sou estéril no engenho e arte.

Inconsequente esta busca minha
Procura imanente que antecipa
O aprendizado que me detinha
No estágio de amor que participa,

No clima de paz, no ar da montanha
Num céu azul duma profunda calma
Colado à saudade que me acompanha.

Se hei de viver da saudade, como sinto
A esperança que vivifica a minh’alma
Tirar-me-á do lutuoso labirinto !

São Paulo, 06-07-2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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terça-feira, 4 de julho de 2017

Sou uma sombra

 Sou uma sombra


Sou uma sombra que no mundo passa
Projetada no espaço sem luz
No contorno de uma figura laça,
Capaz de prender a sombra que seduz

E nas sombras de um corpo opaco
Vou carregando minha sina e cruz
Sem teu bisonho amor, sinto-me fraco
E somente a saudade me conduz.

Nem a linda primavera florida
Pode domar a sombra desta saudade
Que se apoderou de minha vida

E me acorrentou á vil nostalgia
Desde a tenra e branda mocidade
Quero crer qu’essa sombra, é ousadia !

São Paulo, 03-07- 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O velhinho desvalido

O velhinho desvalido


Está ali, naquele quartinho isolado
O velhinho desvalido, desprezado,
Foi um desvalido da vida, e da sorte
Que tal feito, não ocorra na morte !

Perdeu a valia o velhinho infeliz
Perdeu na vida o que sempre quis,
E neste infortúnio, nesta desdita
Roga ao Criador que não se repita

Este seu sofrimento cruel, atroz
Que falando, parece não ter voz
E caminhando, tem jeito de parado

O velhinho aparenta estar só.
-  Num pequeno quarto que dá dó,
Mas por Deus, está sempre amparado !

São Paulo, 03-07- 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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