quarta-feira, 30 de maio de 2018

De manhã,


De manhã,


O sol, rasga as trevas de manhã
Iluminando prados e outeiros,
Vejo ela passar alegre e louçã
Do outro lado da rua, sinto os cheiros

Que exalam de seu corpo escultural.
Assim, seu encanto, cresceu em mim.
O amor e a afeição é natural,
Sua figura, é a flor do meu jardim !

Ninguém faz minguar ou perecer
Este amor que sinto só em vê-la
É um amor difícil de entender

Mas não há quem liberte isso de mim
Para tanto, terei de convencê-la
De que ela, é a flor do meu jardim !

São Paulo, 30/05/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Trivialidade


Trivialidade


Envelheci, e sem sentir na vida
Os dias passaram tão devagar,
Divaguei com eles, nessa ermida
Orei, pra embarcação não adernar

As horas passam, devagar e vazias
Acolhem os dias as madrugadas
Nas manhãs surgem as nostalgias
Onde as esperanças são sufocadas !

Aos avessos dias caliginosos
Que vivi em completa nostalgia
Houve momentos de sois radiosos

Em que ninguém se sente envelhecer
E nesse quadro de sintomatologia
Ao Deus Supremo eu devo agradecer

São Paulo, 28/05/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

O lastro


O lastro


O lastro, que lastreava minha veia
Parece que se extinguiu, evaporou
Não sinto mais o norte, que norteia
Parece sumida, a veia que parou

Ou eu, já disse tudo que podia
Ou já, nada tenho para dizer
Sinto nisso uma grande nostalgia
Ou quem sabe, estou perto de morrer

Morre-se aos poucos, devagarinho
Deixamos esta vida lentamente,
Tropeçamos nos rumos do caminho

Vamos perdendo dia após dia
A existência.  E eternamente
A morte, é o mal que nos vigia !

São Paulo, 23/04/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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sexta-feira, 9 de março de 2018

Restos


Restos


Eis aqui os restos, daquilo que restou
Insanos, deste deserto de idéias
Restos de esperança que um dia sonhou
De pesadelos, lembrados nesta odisséia

Restos de saudade dum amor eterno
Maltratado, abrigado pela solidão
Hoje farrapo de gente, é o inverno,
Se antepondo ao sol doutro verão

Eis os restos desumanos estirados
E na rua da ilusão compendiados
Pretensões de desejos, sem lampejos

Pedaço de excremento, são os restos
Do que restou do último protesto
Do derradeiro querer de meus desejos !

São Paulo, 09-03-2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O mar altivo e forte

O mar altivo e forte


O mar azul, por sua grandiosidade
Neste planeta de lendária sapiência
É um marco, é quase uma majestade
Representando 2/3 desta circunferência

Esse mar azul, de segredos mil
Tem na imensidão o altivo porte
Sua cor d’água, ganha a cor de anil
Como pedra bruta, é rude e forte

O mesmo mar que esbraveja, chora
Chora de tristeza, chora de saudade
E acalmar suas ondas, a Deus implora

Pois quando os marouços encapelados
Se agigantam agitados na crueldade
O mar, geme e chora os seus pecados !

São Paulo, 22/12/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Alhures !

Alhures !


Com a alma e o pensamento *alhures
Desvairado e absorto, olhei teu retrato
Na esperança de divisar **algures
Teu olhar, até então abstrato.

Nada vi, nesse vulcão sem controle
A não ser uma chama que arde só,
Não há cinzas, e onde passa demole
Na superfície, aniquilando sem dó.

E nessa queda sem tombar, caindo,
No teu retrato entalhado na moldura
Busco tornar real meu ***desiderato !

E nesse ****impérvio cismar, mentindo,
Parece ver o esboço de tua figura
Inflectir-se, dando vida a tal retrato !   
                                  *noutra parte
                                                                              **em algum lugar
                                                                              ***aspiração
                                                                              ****impenetrável
São Paulo, 18/12/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Naturalmente,

Naturalmente,


Naturalmente, sonhando acordado
Controlando desejo e emoção
Verdade ou mentira, que importa então,
Se este meu sonho vir concretizado.

Luz candente que ilumina o coração
Velejando além do horizonte
Em alto mar, sereno qual uma fonte
À luz tênue do luar, tua afeição...

É o romantismo a se revelar
Fenômeno buscando a essência do amor
Buscando nas rimas naturalmente

A expressão *poliantéia a navegar
Nas ideias deste bardo sem valor
Que sonha acordado, certamente !
                               *miscelânia

São Paulo, 12/12/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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