segunda-feira, 23 de abril de 2018

O lastro


O lastro


O lastro, que lastreava minha veia
Parece que se extinguiu, evaporou
Não sinto mais o norte, que norteia
Parece sumida, a veia que parou

Ou eu, já disse tudo que podia
Ou já, nada tenho para dizer
Sinto nisso uma grande nostalgia
Ou quem sabe, estou perto de morrer

Morre-se aos poucos, devagarinho
Deixamos esta vida lentamente,
Tropeçamos nos rumos do caminho

Vamos perdendo dia após dia
A existência.  E eternamente
A morte, é o mal que nos vigia !

São Paulo, 23/04/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
 

Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
 

sexta-feira, 9 de março de 2018

Restos


Restos


Eis aqui os restos, daquilo que restou
Insanos, deste deserto de idéias
Restos de esperança que um dia sonhou
De pesadelos, lembrados nesta odisséia

Restos de saudade dum amor eterno
Maltratado, abrigado pela solidão
Hoje farrapo de gente, é o inverno,
Se antepondo ao sol doutro verão

Eis os restos desumanos estirados
E na rua da ilusão compendiados
Pretensões de desejos, sem lampejos

Pedaço de excremento, são os restos
Do que restou do último protesto
Do derradeiro querer de meus desejos !

São Paulo, 09-03-2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
 

Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O mar altivo e forte

O mar altivo e forte


O mar azul, por sua grandiosidade
Neste planeta de lendária sapiência
É um marco, é quase uma majestade
Representando 2/3 desta circunferência

Esse mar azul, de segredos mil
Tem na imensidão o altivo porte
Sua cor d’água, ganha a cor de anil
Como pedra bruta, é rude e forte

O mesmo mar que esbraveja, chora
Chora de tristeza, chora de saudade
E acalmar suas ondas, a Deus implora

Pois quando os marouços encapelados
Se agigantam agitados na crueldade
O mar, geme e chora os seus pecados !

São Paulo, 22/12/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com

Direitos autorais registrados

Mantenha a autoria do poema

Alhures !

Alhures !


Com a alma e o pensamento *alhures
Desvairado e absorto, olhei teu retrato
Na esperança de divisar **algures
Teu olhar, até então abstrato.

Nada vi, nesse vulcão sem controle
A não ser uma chama que arde só,
Não há cinzas, e onde passa demole
Na superfície, aniquilando sem dó.

E nessa queda sem tombar, caindo,
No teu retrato entalhado na moldura
Busco tornar real meu ***desiderato !

E nesse ****impérvio cismar, mentindo,
Parece ver o esboço de tua figura
Inflectir-se, dando vida a tal retrato !   
                                  *noutra parte
                                                                              **em algum lugar
                                                                              ***aspiração
                                                                              ****impenetrável
São Paulo, 18/12/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com

Direitos autorais registrados

Mantenha a autoria do poema

Naturalmente,

Naturalmente,


Naturalmente, sonhando acordado
Controlando desejo e emoção
Verdade ou mentira, que importa então,
Se este meu sonho vir concretizado.

Luz candente que ilumina o coração
Velejando além do horizonte
Em alto mar, sereno qual uma fonte
À luz tênue do luar, tua afeição...

É o romantismo a se revelar
Fenômeno buscando a essência do amor
Buscando nas rimas naturalmente

A expressão *poliantéia a navegar
Nas ideias deste bardo sem valor
Que sonha acordado, certamente !
                               *miscelânia

São Paulo, 12/12/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
 


Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema

Mão do destino

Mão do destino


Nas sombras da tristeza; mão do destino
Entre os sonhos da ilusão e fantasia,
À ciência e ao valor a testa inclino,
E não é, por penhor da *axiologia.

Quando por marés inóspitas vagando
Ao sabor das ondas, ao sabor dos ventos
Sinto-me um peregrino caminhando,
Desprovido de todos os elementos.

Mas existe! Um bem maior, versus a sorte
Que promete refúgio, a quem agoura a morte
E inspira confiança ao ledo sofrimento.

Não imploro tal dano à minha sorte
Porém, não quero desforço nem passaporte,
Mas afastar falsas idéias do pensamento !
                                       *teoria dos conceitos de valores morais
São Paulo, 07/12/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
 


Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
 

Metamorfose

Metamorfose


O velhinho, naquela *hipocondria
Passava a noite, e surgia o dia
Naquela melancolia e depressão
Que tomara conta de seu coração

Já não tinha a lucidez de outrora,
E nem mesmo a avassaladora
Clareza da perceptibilidade,
E tudo, em razão de tanta idade,

E foi nessa amargura infinda
Quando os dias transcorriam, ainda
Lentamente que o velhinho chorou !...

P’la saudade dos tempos que passou   
Longe da amada, do amor que acreditou
Por mais qu’ingrata, dela inda prescindia.

*tristeza profunda
São Paulo, 04/12/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
 


Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema