Inconstância sórdida (soneto)
No véu do
esquecimento sepultou
Baldada em vão na
treva expressa,
Olvidar o
sentimento que alinhou
Ao juramento em sua
promessa,
Face sua
inconstância sórdida dolente,
Morreu todo seu
empenho sem porfia,
Ainda hoje não a esqueceu,
certamente
E ela, deixou-o
queda, silente e fria.
Hoje, defuntos os
seus sonhos de amor
Que sepultou
indiferente e a sorrir,
Com o bálsamo
sutil do fel do agror.
Degenerou
transformando o porvir,
Num ideal de
tortura e de saudade,
Vez que a dor sem
fim, pode prosseguir !
22/01/2022 (data
da criação)
Armando A. C. Garcia
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